
Nos dias 11 e 12 de novembro, a Ifema Madrid acolhe em simultâneo a Empack, a Logistics & Automation e a Logistic & Industrial Build, três feiras organizadas pela Easyfairs com uma única credencial de entrada. Segundo a Interempresas, a edição deste ano ocupa os pavilhões 2, 4 e 6, reúne 456 empresas em 31 500 m² e conta com mais de 250 oradores; em 2025 foram 426 expositores, 24 000 m² e mais de 12 200 visitantes profissionais. A Empack agrupa embalagens, matérias-primas, máquinas, automação e serviços; a Logistics & Automation, a intralogística, a robótica, a rastreabilidade e o software.
O que mais interessa a uma fábrica de embalagem está no programa. O site da Empack anuncia como novidade uma PPWR Academy, duas sessões que abrem o congresso dedicadas ao regulamento europeu de embalagens e resíduos de embalagens, além de uma zona para a embalagem reutilizável e outra de máquinas e rotulagem. Não é por acaso: o regulamento aplica-se diretamente desde 12 de agosto de 2026 e, como resumiu a Interempresas em junho, as suas obrigações chegam por etapas: um pictograma harmonizado em todas as embalagens a partir de agosto de 2028 e, a partir de 2030, um grau mínimo de reciclabilidade e um máximo de 50 % de espaço vazio em embalagens grupadas, de transporte e de comércio eletrónico.
O que significa para uma fábrica de embalagem
O PPWR costuma ser visto como um assunto de compras e de marketing: que material, que rótulo. Mas cada uma dessas decisões acaba na linha.
A mudança de material é o exemplo mais claro. Passar para um filme monomaterial ou mais fino, ou para uma cuvete com mais reciclado, altera a janela de temperatura, pressão e tempo da selagem. O que selava bem com o material de sempre pode dar fugas ou rugas com o novo, e por vezes só se nota quando chega a reclamação. Convém testar com bobinas reais antes de comprar em volume e, enquanto durar a transição, controlar a selagem em 100 % das embalagens, e não por amostragem. Explicamos como na nossa página de inspeção de selagem.
A rotulagem é a segunda frente. Um pictograma novo significa artes novas para cada referência e, durante meses, rótulos antigos e novos a conviver no armazém. É o cenário típico de uma bobina errada na rotuladora. Uma câmara que compare cada embalagem com a referência carregada nesse momento impede que o erro saia da fábrica.
A terceira é o fim de linha. Limitar o espaço vazio obriga a rever caixas e fardos: os formatos ajustam-se mais ao produto e surgem mais tamanhos. Mais formatos são mais mudanças na encaixotadora e no paletizador, e cada mudança tira disponibilidade. Medir o OEE antes e depois diz se a embalagem nova sai cara na linha. E se uma parte da embalagem de transporte passar a ser reutilizável, haverá caixas que regressam: é preciso verificar que chegam limpas e inteiras antes de voltar a enchê-las.
Por fim, a documentação. O fabricante assina a declaração UE de conformidade das suas embalagens. Saber, por referência, que material foi usado, de que fornecedor e em que lote poupa muitas horas no dia em que alguém a pedir.
O que perguntar nos stands
- Materiais novos: se a máquina foi testada com monomateriais ou filmes mais finos, e com que tempo de mudança.
- Controlo em linha: que inspeção inclui (selagem, rótulo, data e lote) e o que faz com o que rejeita.
- Dados: se fornece paragens, rejeições e contadores por OPC UA, Modbus TCP ou semelhante, para medir o OEE sem papel.
- Formatos: quanto demora uma mudança de caixa ou de fardo e se se faz a partir da receita.
- Reutilizáveis: como se inspecionam e limpam as caixas que regressam.
Dois dias de feira dão para muito se se for com as perguntas preparadas. Se está a rever as suas embalagens por causa do PPWR e quer perceber o que muda na sua linha, falemos.
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