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Manutenção · 17/10/2026

Nova fábrica da Carinsa: medir desde o primeiro dia

A Carinsa investe 40 M€ em quatro centros, incluindo uma fábrica alimentar de pós. Porque uma fábrica nova deve medir os equipamentos desde o arranque.

Por TIVOX Solutions ·

Foto: Policarpo Brito / Pexels

O Grup Carinsa, a empresa catalã que cria e fabrica fragrâncias, aromas e ingredientes funcionais e vende em 58 países, vai investir 40 milhões de euros em quatro novos centros em Sant Quirze del Vallès (Barcelona), segundo noticiou a 18 de setembro a Next in Beauty Magazine. O primeiro, «Expansión», será uma fábrica para o setor alimentar que produzirá soluções em pó; abrirá no próximo ano e multiplicará por dez a capacidade atual desse produto. Seguir-se-ão o «Wow», um centro industrial de perfumaria e formulações líquidas; o «Carinsa Tech», um polo de I&D e inovação; e a futura sede corporativa.

Quando o conjunto estiver em funcionamento, a capacidade de produção global do grupo será multiplicada por trinta e a equipa ultrapassará as 300 pessoas, com perfis de I&D, engenharia de processos, controlo de qualidade, internacionalização e digitalização. A empresa faturou 66 milhões de euros em 2025 e prevê ultrapassar os 70 milhões este ano. Numa entrevista ao jornal Ara em janeiro, a administração já adiantava que os novos pavilhões seriam muito diferentes dos atuais: automatizados e digitalizados.

O que significa para uma fábrica de embalagem

Uma fábrica que multiplica a capacidade por dez não é só mais uma linha: são mais máquinas, mais turnos e menos margem para que uma avaria pare a produção. E o arranque é o único momento em que todos os equipamentos estão novos, alinhados e bem montados. Se se medir nessa altura, a fábrica fica com uma referência de como soa, vibra, aquece e consome cada motor, redutor e rolamento quando tudo corre bem. Sem essa referência, a manutenção preditiva começa anos depois e sem base de comparação, quando já ninguém sabe o que é normal.

O pó acrescenta razões próprias. Em doseadores, sem-fins, misturadores e transportes pneumáticos, o produto penetra nos rolamentos e nas juntas, e o desgaste avança sem que ninguém o veja até o equipamento aquecer ou encravar. Um aumento lento da vibração ou do consumo elétrico de um motor costuma avisar com semanas de antecedência. Nas máquinas de embalagem, uma maxila de soldadura que perde temperatura ou um filtro que colmata notam-se primeiro nos dados e só depois nos desperdícios.

Fazê-lo desde o início também fica mais barato: a cablagem, os pontos de medição e a ligação ao PLC são previstos no projeto, em vez de serem acrescentados com a fábrica a produzir. Na nossa página de manutenção preditiva explicamos como se combinam sensores e IA para aprender o comportamento normal de cada equipamento e avisar antes da avaria.

Quatro pontos para arrancar uma fábrica a medir

  • Escolha os equipamentos críticos: os que param toda a linha se falharem, como doseadores, misturadores, compressores e a máquina de embalagem.
  • Grave a referência no arranque: vibração, temperatura e consumo de cada motor com a máquina nova e à cadência real.
  • Preveja a medição no projeto: pontos de sensor, cablagem e comunicação aberta com o PLC (OPC UA, Modbus TCP) antes de fechar os quadros.
  • Meça resultados desde o início: MTBF e MTTR por equipamento, para saber se o plano de manutenção funciona.

Um investimento de 40 milhões nota-se na capacidade; que essa capacidade esteja disponível em cada turno depende do que se decidir antes do arranque. Se está a preparar uma fábrica ou uma linha nova, falemos.

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