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Como escolher um sistema de visão artificial para a sua linha

Um sistema de visão artificial não se escolhe pela câmara. Escolhe-se pelo que tem de detetar, a que velocidade, em quantos formatos e o que acontece a cada embalagem rejeitada. Neste guia revemos as perguntas a que convém responder antes de pedir propostas, as peças de um sistema e como comparar propostas sem surpresas no arranque.

Antes de olhar para câmaras

Seis perguntas que decidem o sistema

Com estas respostas, qualquer fornecedor sério pode dizer-lhe se o seu caso é viável e o que precisa. Sem elas, compara-se às cegas.

1 · Defeito

O que tem de detetar?

Uma data ilegível, uma tampa torta, uma selagem com produto preso, um rótulo de outra referência. Quanto mais concreto, melhor: o ideal é ter embalagens boas e más reais.

2 · Custo

Quanto custa deixá-lo escapar?

Uma reclamação, uma retirada de lote ou um cliente perdido. E ao contrário: quanto custa deitar fora embalagens boas. Os dois valores definem o nível de exigência necessário.

3 · Velocidade

A que cadência?

Embalagens por minuto ou por hora, e como chegam: separadas ou juntas, em fila ou rodadas. A velocidade decide a câmara, a iluminação e o expulsor.

4 · Formatos

Quantos formatos e sabores?

Cada um terá a sua receita. Se muda de formato várias vezes por semana, a mudança tem de ser carregar outra receita, não chamar um técnico.

5 · Local

Onde na linha?

Logo a seguir ao ponto onde nasce o problema: depois do codificador, da rotuladora, da capsuladora ou da seladora. E com espaço para a câmara, a luz e o expulsor.

6 · Rejeição

O que se faz com a má?

Expulsá-la sem parar a linha, guardar a sua foto e o seu motivo, e avisar alguém. Um sistema que deteta mas não expulsa nem regista fica a meio caminho.

Câmara de visão artificial montada sobre uma linha de embalagem

As peças

Um sistema de visão é mais do que uma câmara

Quando uma inspeção falha, quase nunca é por causa da câmara. Costuma ser a luz, a posição da embalagem, o limiar ou a receita. Por isso convém olhar para o sistema inteiro:

  • Iluminação: a peça que mais decide. Contraluz para o nível, luz rasante para relevos e selagens, luz difusa para embalagens brilhantes.
  • Câmara e ótica: a resolução certa para o defeito mais pequeno que tem de ver, e uma objetiva que cubra a embalagem inteira.
  • Ferramentas de inspeção: leitura de texto e códigos, medições, presença, comparação com um padrão ou deep learning.
  • Sincronização e expulsor: que a decisão chegue a tempo e o expulsor retire exatamente a embalagem má, sem parar o tapete.
  • Dados: foto de cada rejeição, contadores, receitas com utilizador e registo, e avisos.

Duas decisões técnicas

Câmara inteligente ou PC, visão clássica ou deep learning

Não há uma resposta melhor para tudo: depende do defeito e da linha.

Hardware

Câmara inteligente ou sistema com PC

A câmara inteligente processa a imagem dentro da própria câmara: é compacta, instala-se em pouco espaço e cada ponto de inspeção é independente. Um sistema com PC centraliza várias câmaras e admite cálculos mais pesados. Para a maioria dos controlos de embalamento (data, tampa, rótulo, código, selagem), basta uma câmara inteligente por ponto.

Software

Visão clássica ou deep learning

A visão clássica mede e compara com regras: é rápida, estável e fácil de explicar, ideal para medições e leituras. O deep learning aprende com exemplos bons e maus e encaixa quando o defeito varia de uma peça para outra (pregas, reflexos, produtos naturais). Muitas linhas usam as duas.

Deep learning na inspeção →

O que se esquece ao comprar

O que se nota ao fim de um ano, não no primeiro dia

No teste tudo funciona. As diferenças entre sistemas aparecem com o uso diário, as mudanças de formato e o turno da noite.

  • Falsas rejeições. Um sistema que deita fora embalagens boas acaba desligado. Pergunte como se medem e como se ajustam; o guia de falsas rejeições explica-o.
  • Quem pode mexer em quê. Limiares visíveis para o operador, mas ajustáveis apenas pelos responsáveis, com utilizador e registo de cada alteração.
  • Evidência. A foto de cada rejeição, com hora, receita e motivo, durante o tempo que os seus clientes ou as suas auditorias exigirem.
  • Mudança de formato. Carregar outra receita em segundos, sem depender do fornecedor.
  • Um formato novo. Quem cria a receita, quanto tempo demora e quanto custa.
  • Manutenção e limpeza. Invólucros adequados para zonas de lavagem e um modo de manutenção supervisionado.
  • Avisos. Que alguém saiba no momento, por e-mail, Telegram ou WhatsApp, e não no fim do turno.

Como comparar propostas

Peça que lho demonstrem com as suas embalagens

Duas propostas com a mesma câmara podem dar resultados muito diferentes. O que as separa vê-se num teste com o seu produto.

  1. Teste com embalagens boas e más suas. Não com amostras do fornecedor. Pergunte o que deteta, o que não deteta e com que fiabilidade esperável.
  2. O que não se pode garantir, por escrito. Um fornecedor que deteta tudo antes de ver as suas embalagens não analisou o seu caso.
  3. O que inclui a proposta. Câmaras, iluminação, expulsor, integração com a linha, arranque, formação e suporte.
  4. Como se integra. Sinais com a linha (E/S digitais, Modbus TCP ou outras) sem mudar a máquina.
  5. Que dados lhe ficam. Fotos, contadores e registos: onde se guardam, durante quanto tempo e quem lhes acede.

Se quiser ver como se trabalha com um sistema assim, no simulador do TIVOX Sentinel PLUS pode configurar uma instalação, provocar falhas e ver a galeria de rejeições. E por setor: alimentar, bebidas e farmacêutica.

Perguntas frequentes

Respostas às dúvidas mais habituais

Quanto custa um sistema de visão artificial?

Depende do número de pontos de inspeção, do tipo de verificação, da iluminação, do expulsor e da integração com a linha. O habitual é começar pelo ponto que dá mais problemas, medir o resultado e ampliar depois. O valor concreto é indicado depois de estudar o seu caso.

Pode ser acrescentado a uma linha que já funciona?

Sim, é o mais habitual. A câmara é montada sobre a linha existente e comunica com ela por sinais digitais ou Modbus TCP; o expulsor atua sobre a embalagem que não cumpre.

O que é melhor, uma câmara inteligente ou um sistema com PC?

Para a maioria dos controlos de embalamento, uma câmara inteligente por ponto de inspeção é suficiente e mais simples de instalar. Um sistema com PC faz sentido quando há muitas câmaras a coordenar ou cálculos muito pesados.

Que fiabilidade posso esperar?

Depende do defeito, da embalagem e de como chega à câmara. Por isso a fiabilidade é estimada com um teste com as suas embalagens boas e más, e o que não se pode garantir é dito antes de assinar.

Quando é necessário deep learning?

Quando o defeito ou o produto variam de forma natural de uma peça para outra e é difícil descrevê-los com regras fixas. Para medições, presenças e leituras claras, as ferramentas clássicas costumam ser mais rápidas e fáceis de ajustar.

Podem estudar o meu caso sem vir à fábrica?

Sim. Fazemos um teste de viabilidade remoto e sem custo: envia-nos fotografias, vídeos ou amostras das suas embalagens boas e más (não inclui deslocação à fábrica) e dizemos-lhe o que se pode verificar em linha.

Teste de viabilidade remoto, sem custo

De que sistema precisa a sua linha?

Envie-nos fotografias, vídeos ou amostras das suas embalagens boas e más. Dizemos-lhe o que se pode verificar, com que fiabilidade esperável e o que não se pode garantir.